quarta-feira, 29 de maio de 2013

OS 4 NÍVEIS DA CONSCIÊNCIA HUMANA

OS 4 NÍVEIS DA CONSCIÊNCIA HUMANA
Benjamin Teixeira
pelo espírito Demétrius


Olá, Dr. Demétrius. Eugênia me falou que terias algo a falar sobre a consciência humana. Pode me falar?

Sim. Existem diversos graus de consciência, e, de acordo com o nível de interesses e necessidades, aspirações, medos e tendências, teremos uma noção aproximada de com quem nos relacionamos e de quem nós próprios somos.

Quais seriam esses níveis?

Seremos um pouco arbitrários, na criação dessa taxionomia evolutiva, mas eis aqui nossa proposta de estratificação da hierarquia desenvolvimentista da consciência humana:

Consciência instintiva
São homens de tal modo instintuais que em pouco diferem dos brutos. Na Terra, já são incomuns nos dias que correm. Falam monossilabicamente, não têm idéias ou conceitos sofisticados em nenhum nível. Sobreviver, no sentido mais literal da palavra, é seu propósito. Comer, dormir, copular. Nada esperam, desejam, ou temem, a não ser prosseguir vivendo, reproduzindo-se e alimentando-se.
Cobrem algo em torno de 10% da população terrena.

Consciência emocional
São psiques um pouco mais elaboradas, que desenvolveram já as primeiras paixões. Têm medos mais acentuados e intrincados que o homem instintual. Já se preocupam com as relações sociais, a imagem e o crédito que gozam em sua comunidade. Apresentam ciúme, inveja, raiva, cupidez, orgulho e perversidade, bem além dos ditames dos instintos de conservação de si e de reprodução da espécie. Ou seja: são um repositório de todo o conjunto de torpezas passionais e materiais que costumam tanto ser combatidas pelas religiões, mas que, para elas, constitui um progresso, com relação ao nível anterior d’onde provieram: o da consciência instintual. Estes estão entre 35% das massas humanas terrenas.

Consciência intelectual
São indivíduos bem mais complexos, regidos, basicamente, pela razão, pelo espírito de cálculo de vantagens e desvantagens, do mais prático, funcional e objetivo. Muito comum na Terra atual. São pessoas relativamente decentes, porque, nesse ímpeto de apor a razão sobre a emoção, normalmente incluem o sentimento de dever e responsabilidade, que têm prevalência, em suas mentes, sobre instintos e desejos, impulsos e problemas meramente pessoais e momentâneos. Em grande parte, porém, tornam-se frios e calculistas, degeneram a razão para o cômputo do interesse pessoal, sufocam os apelos ético-morais da consciência e procuram viver apenas em função de ganhos, conquistas e realizações externas. Este grupo integra uma faixa de 40% da população terrestre de espíritos encarnados e desencarnados.

Consciência espiritual
Constituem, os que participam dessa faixa mais apurada de psiquismos, uma espécie de elite evolutiva do planeta. Não fazemos alusão aqui aos que integram os diversos partidos da religião institucionalizada, mas a indivíduos que põem o ideal acima da razão, assim como, no nível de consciência intelectual, apõe-se a razão acima da emoção e do desejo. Nesse plano de desenvolvimento, por mais que a inteligência já esteja suficientemente refinada para manobrar circunstâncias externas e pessoas ao bel-prazer dos seus interesses egóicos, o indivíduo prefere pautar sua conduta pelos apelos mais altos de altruísmo, quando não se dedicam a uma causa humanitário, a um projeto religioso. Compõem algo em torno de 15% das populações na Terra, e muitos deles, por não darem vazão a esses ideais, que são o padrão dominante de suas psiques, frustram-se horrivelmente, gerando doenças no soma, distúrbios emocionais e psíquicos, desvios de comportamento (como os vícios diversos), e, por fim, até mesmo precipitando a própria morte. Estes estariam entre os 5 a 10%, a faixa intermediária do grupo, e não entre os 5% mais evoluídos propriamente, que já têm de tal modo a psique conduzida por tais impulsos à transcendência, que, por menos que façam, fazem alguma coisa pelo bem comum, ainda que seja para um grupo pequeno de pessoas, dentro do ambiente de trabalho, no seio da família, em serviços voluntários de final de semana.

O que mais teria a nos dizer sobre esses níveis?

Que cada um tente se localizar, principalmente se já se sentir entre os 5 e os 10% dos mais espirituais, muitos dos que nos lêem nesse momento, porque se não derem atenção aos apelos de sua alma a agir em prol do bem comum, ainda que de modo limitado, adoecerão e viverão inapelavelmente infelizes.

Eugênia, noutra ocasião, falou-nos sobre os tais 5% primeiros a que aludiu, e fez alusão não propriamente a mais dois grupos de 5%, como você o fez, mas sim a mais um único grupo de 10%. Teria algo a comentar sobre isso?

Sim. Estou apenas detalhando o que ela falou de modo mais abrangente. Quando falou Eugênia dos 10% mais próximos dos 5%, não subdividiu esse grupo maior. Todos, nesse grupo dos 10%, admiram os que realizam a espiritualidade ao seu modo (os 5% primeiros), mas não fazem nada de si próprios. A questão é que os 5% mais próximos do primeiro grupo já se afligem por não fazerem nada; ao passo que os 5% mais distantes ainda não se angustiam por isso, simplesmente achando que não chegou a sua hora ou não têm condições de fazer nada. Em resumo, para facilitar o entendimento: existe um grupo de 15% da população, o topo da pirâmide evolutiva da Terra, que é já afinado com os ideais do espírito. Os 5% primeiros realizam obras espirituais, na melhoria íntima, no desenvolvimento de projetos humanitários, etc. Os 5% seguintes, não se dedicam a tais atividades, mas se sentem atordoados por não fazê-lo, já que a hora evolutiva começa a lhes buzinar nos ouvidos da consciência. E, por fim, os 5% seguintes, restringem-se a admirar, mas à distância, sem porém se aturdirem por não participarem desse grupo primeiro de elite: são um pouco menos evoluídos.

Muito interessante. Algo mais a dizer?

Que quem nos lê, pelo simplesmente fato de já ter interesse em ler sobre esse assunto, no mínimo pertence a um dos dois grupos de 5% menos desenvolvidos. E que, se já sentir apreensões indefiníveis, a respeito de algo a ser feito ou vivido, se já sente um vazio inefável que pede transformação, crescimento e realização, que procure ajuda, que freqüente grupos sérios que lhe dêem apoio nessa busca, e que comecem, de imediato, a atender aos reclamos de bem fazer de sua alma, ainda que muito pouco, mas um pouco continuado. É importante agir sistemática e persistentemente no atendimento aos clamores da própria alma, porque o grupo dos 85% restantes da humanidade fará barulho, cada estrato ao seu modo: os instintuais com sua indiferença primitiva, os emocionais com toda sorte de malícia maledicente e perversa, e os intelectuais com toda forma de sofisma depreciativo e mesmo ofensivo a respeito da busca espiritual. Que não se impressione. Que compreenda que quem é universitário, ainda que não seja um catedrático, já não pode mais se imiscuir nas brincadeiras, passa-tempos e compromissos de quem está no ginásio ou no pré-primário, sob pena de fugir às próprias responsabilidades. E que, por fim, não se esqueça de quem é e do que realmente precisa, para que não acabe sendo corrompido pelas facilidades e conveniências do momento, com o preço de destruir todas as possibilidades de ser feliz e estar em paz.

domingo, 5 de maio de 2013

Organograma Social

Em que parte do organograma você se encaixa?
Em que nível da pirâmide social você se encontra?

Onde quer que você esteja haverá sempre graus acima e abaixo de sua posição.

Isto te contenta e te deixa feliz? Talvez, porque te ocupas tanto em sobreviver e se dar bem nesse modelo que nem te sobra tempo para refletir sobre o mundo em que te inseres. E se fosse diferente, onde ao invés de um modelo piramidal de sociedade, fosse ela circular, redonda, esférica? 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estado, Poder e Religião

China proíbe reencarnação sem autorização do Estado




A China aprovou em 2008, uma lei que proíbe a todos os monges budistas tibetanos de reencarnarem sem autorização prévia do governo. A lei explicitamente casuística é tão absurda que foi criada apenas para neutralizar a influência e o poder do Dalai Lama em território chinês. 

Ao excluir a hipótese de qualquer budista reencarnar em território chinês o estado imagina poder controlar a reencarnação do Dalai Lama. Por outro lado, a lei dá o direito às autoridades chinesas de elegerem o próximo Dalai Lama, cuja alma por tradição renasce num novo corpo humano para continuar o seu trabalho de aliviar o sofrimento do mundo e guiar os seus seguidores. 

O Dalai Lama, com mais de 75 anos, já planeja a sua sucessão, afirmando publicamente que se nega a reencarnar no Tibete enquanto este estiver sob o jugo chinês. Afirma que é capaz de controlar esse desejo durante a sua próxima encarnação, tal como fez em encarnações anteriores durante os últimos 600 anos. O efeito prático dessa lei é que o mundo terá dois Dalai Lama após a morte do atual: um escolhido pelo governo chinês e outro que será encontrado pelos monges budistas tal como combinado com o atual Dalai Lama. 

O efeito colateral não imaginado pelos legisladores oportunistas criou uma espécie de tiro pela culatra em que o estado chinês acaba por reconhecer oficialmente a existência da reencarnação. 


Um paralelo com a fundação da Igreja Católica 



Exatamente há 1.700 anos, ano 313 d.C, durante a vigência do imperador Constantino, o cristianismo foi oficialmente reconhecido pelo estado romano após séculos de perseguições e mortes. Mas o estado não o fez gratuitamente, por generosidade. Tratou de embutir leis, regras, conceitos de pecados e obediência, criar dogmas ao longo do tempo, modificar ritos, adulterar textos e todo tipo de interferência que mantivesse o poder do estado sobre a vida dos cidadãos. Deu tão certo que perceberam a religião como um meio eficaz de conquistas e domínios sobre outros povos. Com os nativos das Américas esse modelo de colonização traduziu-se no maior extermínio e genocídio de povos com conhecimentos avançadíssimos sobre a espiritualidade, pois tais conhecimentos ameaçavam o status quo dos reinados e impérios monárquicos vigentes na época.

No presente como no passado

No passado distante o estado romano se apoderou de uma tradição libertadora e Crística, modificando-a e transformando-a em religião, mutilando-a ao seu bel prazer para manter o poder sobre a vida dos homens. 

Na atualidade, o estado chinês cria uma lei para impedir a continuidade de outra tradição libertadora do homem do jugo do poder dos governantes. 

Trocando em miúdos, os governantes através do estado, se valem de todos os meios para perpetuarem seu poder sobre a vida humana.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Mito da Caverna


Quase 2.500 anos atrás Platão tentou mostrar aos seus contemporâneos o conceito de realidade e ilusão, utilizando-se de uma metáfora, pois se contasse de forma direta seria considerado louco. Sua obra não envelhece e está bastante atualizada para os nossos dias. Com recursos de figura de linguagem, ele propôs que a realidade é percebida de acordo com os nossos sentidos, mas que pode ser distorcida de acordo com o ambiente físico e espacial em que nos encontramos, bem como pela formulação das ideias em nossas mentes daquilo que podemos captar e compreender.


Para fazer apenas um ligeiro contraponto para reflexão, vamos supor que o mundo tal como o percebemos seja a tal caverna de Platão, onde vivemos num mundo de sombras. E o mundo espiritual, etérico ou astral, o mundo invisível e supra dimensional, é a outra realidade, a da luz. Transcrevo a seguir com ligeiras adaptações, uma análise dessa alegoria feita pelo professor e filósofo João Francisco Cabral, colaborador do site Brasil Escola (http://www.brasilescola.com).

“A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa parede ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais e outros objetos são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras projetadas na parede. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de adaptar-se à nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Perceberia ainda que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.”


Seguem dois vídeos bem curtinhos que ilustra com imagens essa alegoria, cada um no seu estilo. Confira.





domingo, 17 de março de 2013

O Boneco de Sal

O que é Deus? Como encontrá-lo e como compreendê-lo?


Toda pessoa humana passa por esses questionamentos em algum momento de sua vida. E por que todos procuram compreender e encontrar Deus? A resposta pode até ser bem simples. Porque todos nós temos no subconsciente a necessidade de retornar à nossa origem espiritual, pois somos todos originários da mesma fonte, da mesma energia criadora da vida e do universo. Somos Todos Um com Deus.

A busca verdadeira pela fonte criadora é um caminho solitário e individual, porque só se encontra Deus dentro de si mesmo. Deus não está fora e sim dentro de cada ser. Os grandes mestres precisam se isolar por uns tempos nas montanhas mais distantes e ficar por um tempo longe do contato com outras pessoas para encontrarem a si mesmos em profundo retiro espiritual e meditações. Não confundir com reflexões. Refletir é raciocinar mais concentradamente. Enquanto que meditar é voltar para dentro de si, anular os pensamentos, aquietar-se para poder ouvir o Eu Superior, nossa ligação com a Fonte Criadora, com Deus, ou o nome que se queira dar. É colocar o ego de escanteio e ouvir a voz da consciência. Encontrar Deus é desfazer-se dos apegos do ego, é diluir-se na Luz e voltar a fundir-se Nela.

Leonardo Boff foi muito feliz ao escrever uma pequena estória intitulada "O Boneco de Sal", usando de uma boa metáfora para explicar essa busca pelo conhecimento maior daquilo que não compreendemos. Vamos ao texto:


O Boneco de Sal
"Era uma vez um boneco de sal. Após peregrinar por terras áridas chegou a descobrir o mar que nunca vira antes e por isso não conseguia compreendê-lo. Perguntou o boneco de sal:" Quem és tu? E o mar respondeu: "eu sou o mar". Tornou o boneco de sal: "Mas que é o mar?" E o mar respondeu: "Sou eu". "Não entendo", disse o boneco de sal. "Mas gostaria muito de compreender-te; como faço"? O mar simplesmente respondeu: "toca-me". Então o boneco de sal timidamente tocou o mar com a ponta dos dedos do pé. Percebeu que aquilo começou a ser compreensível. Mas logo se deu conta de que haviam desaparecido as pontas dos pés. "Ó mar, veja o que fizeste comigo!". E o mar respondeu: "Tu deste alguma coisa de ti e eu te dei compreensão; tens que te dares todo para me compreender todo". E o boneco de sal começou a entrar lentamente mar adentro, devagar e solene, como quem vai fazer a coisa mais importante de sua vida. E à medida que ia entrando, ia também se diluindo e compreendendo cada vez mais o mar. E o boneco continuava perguntando: "Que é o mar?". Até que uma onda o cobriu totalmente. Pôde ainda dizer no último momento, antes de diluir-se por completo no mar: "O Mar sou eu". Desapegou-se de tudo e ganhou tudo: o verdadeiro Eu".
Leonardo Boff 

sábado, 16 de março de 2013

O Tempo e suas dimensões

O que é o Tempo? 
A compreensão racional do Tempo é de difícil assimilação e mais difícil a explicação. O Tempo, pelo conceito da Física, ainda se pode desenhar, elaborar fórmulas, criar gráficos tridimensionais, etc. Já a compreensão do Tempo pela Espiritualidade se dá por pura abstração mental, não é fácil de se racionalizar, mas é possível "sentir", quando se alcança outros níveis dimensionais quando se está fora do corpo físico. (ver aba "projeção astral" nesse blog).

Explicação científica
Pelas leis da Física (Ciência) o Tempo é a 4a. dimensão, a parte não visível no mundo físico e material. Confunde-se ou funde-se com o Espaço pela Teoria Geral da Relatividade (TGR) de Einstein: falamos do conceito "espaço-tempo", onde na 1a. dimensão temos o traço, na 2a. temos o plano (quadrado ou circunferência), na 3a. temos o cubo ou a esfera (3-D); e a 4a. dimensão é o que preenche o espaço vazio do cubo ou da esfera, ou seja, é o volume invisível.

Explicação esotérica
Na Espiritualidade, pelos conceitos esotéricos, o Tempo não existe, pois as dimensões no mundo não-físico, ou imaterial, são de outra natureza, são "ambientes" existenciais. Tanto o conceito científico da Física, quanto o conceito esotérico da Espiritualidade são de difícil compreensão pela nossa mente tridimensional e finita, pois o que é finito não pode compreender o que é infinito.

As dimensões superiores da 5a. Dimensão em diante, variam suas leis e seus ambientes onde as leis físicas da Ciência ainda não conseguem explicar, porque vivemos num plano tridimensional e nossas mentes puramente racionais não alcançam a lógica daquelas dimensões.

A Ilusão do Tempo
Mesmo para a Ciência humana, já se chegou à conclusão de que o Tempo é uma ilusão. Nós o percebemos porque sentimos o processo do envelhecimento de nossas células, lembramos de fatos ocorridos na linearidade do tempo. E além do envelhecimento celular, sofremos a ação da luz solar todos os dias entrecortada pela noite (escura). Essa sensação entre a Aurora e o Crepúsculo de todos os dias nos passa a falsa sensação de que o Tempo está passando e tornando o ontem em passado, o hoje em presente e o amanhã no futuro.

Einstein elaborou um exemplo para melhor entender esse mistério. Ele o chamou de o "paradoxo dos gêmeos", em que o gêmeo A acompanha a viagem de seu irmão B numa nave espacial a uma velocidade próxima à da luz. O gêmeo A vê a nave se distanciar rapidamente e para ele o tempo passa muito depressa. O irmão B, de dentro da nave, observa a Terra se distanciar e tem a impressão contrária, onde o tempo para ele passa bem devagar. Ao retornar à terra, o irmão B volta mais novo que seu irmão que ficou na Terra. A ação do tempo para ambos se deu de maneiras diferentes.  




Veja também o vídeo ilustrativo:



Sobre o paradoxo dos gêmeos, podemos entender de outra forma mais simples: sabe-se que o sol surge primeiro no Leste (Oriente), em direção ao poente (Oeste-Ocidente). Isto acontece porque a Terra gira nessa direção (anti-horária) a uma velocidade de 1.674 km/h na linha do Equador (rotação). 



Imagine que o irmão gêmeo A pegue um avião que voe em linha reta na direção do Oriente  e o irmão B fique no solo observando a partida da aeronave. Teremos duas situações diferentes: a) se a velocidade da aeronave for igual à velocidade da rotação da Terra, os dois manterão a mesma idade. b) Se a velocidade for maior que 1.674 km/h então significa pela teoria de Einstein que o irmão A estará se tornando mais novo, pois estará viajando contra o relógio natural do tempo. Confundiu? Vejamos uma situação oposta. O avião agora viaja de Leste para Oeste, em sentido contrário a uma velocidade maior. O irmão A se tornará mais velho. Ou seja: No sentido leste-oeste (do oriente para o ocidente), viaja antes que o dia terreno se complete em relação ao sol. Nesse sentido, apressa-se esse mesmo relógio natural. Mas nesses dois exemplos não observaríamos mudanças físicas perceptíveis entre os irmãos, porque a diferença seria de apenas algumas horas, ao contrário de uma viagem espacial que a considerar a duração em anos terrestres para o retorno do viajante, este voltaria com aparência mais jovem em relação ao irmão gêmeo que ficou na terra.

Por hoje, vamos ficando por aqui. Num próximo post abordaremos as dimensões sob os conceitos esotéricos da Espiritualidade. Por enquanto vá entendendo o conceito dado pela ciência Física. 

Até breve! (e breve é apenas uma medida de tempo).

sexta-feira, 15 de março de 2013

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